Diretor de futebol do Flamengo, José Boto concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (8) e revelou os bastidores vividos pelos atletas e dirigentes do clube carioca durante a confusão que levou ao cancelamento da partida contra o Independiente Medellín na última quinta (7) pela Libertadores.
O português relatou que os torcedores colombianos chegaram a invadir o túnel que dá acesso aos vestiários e que se sentiram ameaçados por eles, apesar do protesto ser contra o clube local.
"Eles nada tinham contra o Flamengo, mas estávamos no meio. Eles começaram a arremessar sinalizadores, pedras, ferros, não havia nenhuma condição de segurança, não sabíamos se tinham uma arma, uma faca, uma coisa qualquer. Nos sentimos um pouco ameaçados", disse.
"Nunca foi nossa intenção, nunca dizemos a ninguém que não queríamos jogar, nós queríamos jogar, mas com segurança. O presidente do clube, é novo, ele queria evacuar o estádio e depois começar a jogar. E eu dizia: 'mas quando as pessoas virem na televisão que estamos a jogar vai ser pior, vão voltar mais raivosas, mais revoltadas, vai ser pior'", completou.
Na sequência, Boto voltou a cobrar a CONMEBOL pela aplicação do W.O, que daria a vitória ao Flamengo por 3 a 0 e classificaria o time brasileiro ao mata-mata.
"Não há atualização nenhuma. Eles abriram expediente que vai ser analisado pela comissão jurídica da CONMEBOL. Na minha opinião, não tem outra solução senão nos dar os três pontos."
