Roberto Carlos pediu desculpas à torcida do Palmeiras por ter defendido o Corinthians entre 2010 e 2011. Em entrevista ao Palmeiras Cast, o ex-lateral-esquerdo explicou que tentou retornar ao Verdão quando decidiu voltar ao futebol brasileiro, mas as negociações não avançaram.
Segundo o pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira, o Verdão foi o primeiro clube que procurou em seu retorno ao país. Como não houve acordo, ele também conversou com o Santos, clube de infância pelo qual tinha ligação por influência do pai. A negociação, porém, também ficou no quase. Foi então que recebeu um convite de Ronaldo para atuar no Corinthians.
"Eu só peço desculpas. Quando voltei para o Brasil, o primeiro clube que busquei foi o Palmeiras. Por mais que eu fosse (torcedor) de outro clube na infância, o primeiro clube com que negociei foi o Palmeiras, mas, infelizmente, não deu certo. Aí conversei com o meu clube de infância (Santos), por causa do meu pai, e ficamos no quase. Aí o Ronaldo me chamou", declarou.
"Desculpem por eu ter jogado no nosso maior rival", completou.
A passagem pelo Corinthians, no entanto, foi curta. O ex-jogador disputou 64 partidas e marcou cinco gols antes de deixar o clube, em fevereiro de 2011, para acertar com o Anzhi Makhachkala, da Rússia.
Antes de retornar ao Brasil, Roberto Carlos havia construído uma carreira de destaque no futebol europeu, com passagens por Inter de Milão, Real Madrid e Fenerbahçe.
No Palmeiras, o ex-lateral atuou entre 1993 e 1995 e conquistou títulos importantes, como o bicampeonato do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Paulista, além de um Rio-São Paulo.
Roberto Carlos também relembrou a influência do pai e contou que, recentemente, voltou a ouvir cobranças sobre o fato de não ter retornado ao Palmeiras.
"Outro dia, a gente estava vendo um jogo do Palmeiras e ele (pai) ficou torrando a minha paciência: 'Tá vendo, por que você não voltou para jogar lá?'. E eu: 'mas, pai, foi o primeiro clube que busquei, que eu queria ir'", relatou.
O ex-jogador ainda destacou a relação construída com a torcida palmeirense e afirmou que nada será capaz de apagar a importância do período em que vestiu a camisa do clube.
"Eu sou muito agradecido à torcida do Palmeiras. Tudo que eu vivi naquela época foi maravilhoso e nada vai apagar esses dois anos e meio em que vesti essa camisa. Nas concentrações, olhava para o escudo e falava: 'meu Deus, estou no Palmeiras, isso é um sonho se tornando realidade'. O Palmeiras me deu a possibilidade de fazer uma história muito bonita no futebol", completou.
