Júlio Baptista apontou uma mudança no estilo de jogo de Neymar como um dos fatores que contribuíram para o aumento das lesões sofridas pelo atacante ao longo da carreira. Para o ex-jogador e atual técnico do São Paulo sub-20, o astro passou a atuar mais distante da área em determinado momento, ficando mais exposto ao contato físico dos adversários.
"Ele, que é um jogador muito driblador, também, em um determinado momento, não entendeu e começou a jogar muito mais longe da área, o que permitiu levar muito mais porrada e ter lesões muito mais graves. Então, assim, solta essa bola um pouquinho mais rápido, coisa que o Messi fazia, vinha elaborar o jogo", explicou Júlio Baptista, em entrevista ao Abre Aspas, do Ge.
O treinador utilizou Lionel Messi como referência para explicar sua análise. Segundo ele, o argentino também participava da construção das jogadas, mas procurava rapidamente retornar a regiões mais próximas da área, onde poderia receber a bola em condições mais favoráveis e com menor exposição às faltas.
"O Messi vinha buscar o jogo, mas ele entregava para logo buscar numa posição que lhe permitia estar mais próximo da área, muito mais protegido, tomar muito menos porrada. Todas essas coisas fazem diferença na carreira do jogador", afirmou.
Júlio Baptista também relacionou a análise ao momento vivido por Neymar na Copa do Mundo de 2014. Na avaliação do ex-meio-campista, o atacante estava no auge técnico e mental e tinha papel fundamental nas chances do Brasil de conquistar o título em casa.
"Eu acho que nós estivemos muito próximos de ganhar a Copa do Mundo aqui no Brasil, em 2014, quando o Neymar sofreu aquela lesão. Eu acho que ele estava no "prime" de jogo, de nível mental. Foi uma fatalidade tremenda, porque o Brasil vinha muito bem, ele vinha muito bem e depois o Brasil ficou apático e acabou tendo aquela fatalidade", disse.
