Kevin Viveros atravessa o melhor momento de sua carreira. O atacante colombiano foi o protagonista da goleada do Athletico-PR sobre o Botafogo por 4 a 1, pelo Brasileirão, ao balançar as redes duas vezes e confirmar a sua condição de referência ofensiva do Furacão em 2026.
O camisa 9 lidera a artilharia do clube na temporada, com seis gols e precisa de apenas 4,6 finalizações para converter um gol, acumulou 40 duelos ganhos, sofreu 30 faltas e conquistou três pênaltis. Estatísticas de um centroavante em estado de graça.
O início de temporada, porém, foi vacilante. Entre o Campeonato Paranaense e as primeiras rodadas do Brasileirão, o atacante demorou a engatar e entregou atuações apagadas, sem transformar volume de jogo em gols.
A virada veio de forma contundente. Com quatro gols nas últimas três partidas, Viveros recuperou a confiança e reassumiu o papel de jogador decisivo — algo que já se reflete diretamente no desempenho coletivo do Athletico.
Parte desse crescimento passa pelo encaixe tático com Odair Hellmann. O treinador moldou um sistema que potencializa as virtudes do atacante: força no corpo a corpo, velocidade em transições e pressão eficiente sobre a saída adversária.
Com contrato vigente até junho de 2028, Viveros já desperta o interesse do mercado. Internamente, a percepção é de que propostas concretas devem surgir na próxima janela. O Athletico adquiriu 70% dos direitos econômicos do jogador por cerca de R$ 27,5 milhões — a contratação mais cara da história do clube —, enquanto o Atlético Nacional retém os 30% restantes. Sem urgência financeira, o Furacão não pretende negociar por menos do que uma margem de lucro expressiva.
Por enquanto, porém, o foco é o presente. Com o faro de gol afiado e a confiança em alta, Kevin Viveros deixou de ser apenas uma opção e se tornou o nome do ataque do Athletico em 2026.
