Nesta sexta-feira (10), o Palmeiras protocolou um pedido para recorrer da punição aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao técnico Abel Ferreira decorrente de dois cartões vermelhos no Campeonato Brasileiro.
De acordo com a decisão em primeira instância, o treinador português foi suspenso por oito partidas em razão das expulsões sofridas nos jogos contra Fluminense e São Paulo, no fim de fevereiro e no fim de março, respectivamente.
O objetivo do clube é levar o caso à segunda instância e, ao mesmo tempo, obter efeito suspensivo até que um novo julgamento seja realizado. Caso o pedido seja aceito, Abel estará liberado para comandar o Palmeiras no clássico contra o Corinthians, marcado para o próximo domingo (12).
Internamente, o clube considera a punição excessiva. A pena total de oito jogos foi definida a partir da soma das sanções recebidas nas duas ocorrências: duas partidas pela expulsão diante do Fluminense e mais seis pelo episódio no confronto com o São Paulo.
O enquadramento foi feito com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê suspensão de uma a seis partidas para casos de conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva.
Na súmula da partida contra a equipe tricolor paulista, o árbitro Anderson Daronco relatou ter sido chamado de “cagão” por Abel Ferreira.
Relatora do processo, Ana Ralil justificou a pena afirmando que a atitude do treinador não se restringiu a um fato isolado. Segundo ela, houve conduta reiterada, contínua, além do uso de linguagem ofensiva e de postura considerada hostil.
Abel Ferreira já cumpriu dois jogos da suspensão, o mais recente deles na vitória sobre o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. Assim, se a decisão original for mantida, o técnico ainda terá de cumprir mais seis partidas longe do banco de reservas palmeirense.
