Vinicius Jr. diz por que Brasil não é favorito na Copa, mas 'faz alerta' a rivais

Atacante da Seleção Brasileira concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (25) antes do amistoso contra a França.
Vinicius Jr. durante treinamento da Seleção Brasileira nos Estados Unidos (Guilherme Veiga/PX Imagens via ZUMA Press Wire/Shutterstock)

Sem conquistar uma Copa do Mundo desde 2002 e após eliminatórias de altos e baixos, o Brasil entra questionado para a edição de 2026 do Mundial. E Vinicius Jr. não ficou em cima do muro ao analisar o protagonismo da Seleção Brasileira na atualidade.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25) antes do amistoso contra a França, o atacante do Real Madrid ressaltou que a equipe comandada por Carlo Ancelotti não é a favorita, mas também destacou o peso da camisa verde e amarela no cenário de seleções.

"Acredito que não é a favorita pelos resultados que tivemos. Mas o peso da camisa, peso dos jogadores que temos aqui...", começou por dizer, antes de destacar o encaixe que a equipe conseguiu desde a chegada do treinador italiano.

"Só faltava encaixar, depois que o Ancelotti chegou a gente tem uma ideia melhor de jogo. Ele tira muito o peso de nós. É fazer de tudo para colocar o Brasil no topo mais uma vez. A gente não quer o favoritismo, quer colocar o Brasil no topo."

O Brasil encara a França, nesta quinta-feira (26), às 17h (de Brasília), em Boston. Na sequência, encara a Croácia, na terça (31), às 21h (de Brasília), em Orlando.

Veja abaixo mais respostas de Vinicius Jr. na coletiva:

  • Sobre ajudar os novatos da Seleção:

"Estou aqui na Seleção há algum tempo, mas tenho só 25 anos. Os jovens sempre que chegam fazem muitas perguntas. Quando cheguei aqui me deram muita liberdade para fazer o melhor dentro de campo. Eu tento passar essa tranquilidade para eles. Eles precisam aproveitar o momento, a Seleção. Quando um jogador chega é como chegasse mais um da nossa família."

  • Como lida com as pessoas questionando seu protagonismo na Seleção:

"Não ligo muito para o que as pessoas falam. Eu sei do meu trabalho e como me dedico para a Copa do Mundo, é onde todos os jogadores querem estar. Sobre a minha fase eu sempre tento estar na minha melhor fase, fazendo gols, assistências. Eu estou no meu momento mais feliz. Tudo que faço no Real Madrid espero fazer aqui na Seleção."

"Imagino que todo mundo queira que eu seja um dos protagonistas. Eu estou preparado para todos os desafios da minha carreira. Já joguei uma Copa do Mundo, não quero voltar a perder. Tenho trabalhado muito em casa, não quero lesionar. Tem o Raphinha, tem o João Pedro. Os mais novos que estão chegando, Endrick, Estevão. Tá todo mundo preparado. A gente pode decidir o jogo em uma bola parada. É assim que se ganha uma Copa do Mundo".

  • Sobre críticas de que o Brasil só ganhará a Copa se Neymar estiver:

"Nas últimas temporadas eu fui um dos melhores, o Raphinha também. O Casemiro a gente nem fala. Tem tantas experiências. A cobrança pelo Ney é normal. Sou suspeito para falar, o Ney é um dos meus ídolos. Ele tá fazendo de tudo para estar 100%, para voltar para a Seleção. Agora, a decisão cabe ao treinador, mas nós jogadores sempre queremos jogar com os melhores."

  • Sobre o tamanho do amistoso contra a França:

"Esse confronto vai ser muito importante para nós. É uma grande seleção, grandes companheiros meus do Real Madrid também. É um jogo muito aberto. Ninguém vai querer ficar se defendendo. Vai ser uma parâmetro bom para a gente. Acredito que seja isso. Sobre o carinho da nossa torcida é sempre importante para nós. Sempre que estamos unidos podemos fazer grandes coisas".

  • Sobre conversas e liberdade que Ancelotti dá aos atletas:

"O Mister sempre conversa com os jogadores. Pergunta sobre a posição que a gente quer jogar, como a gente prefere se defender, mas a decisão é dele. Ter essa conversa com ele é importante para nós porque a gente sempre aprende com ele. Esperamos que as ideias dele entrem na nossa cabeça o mais rápido possível e dentro de campo".