Jardim critica Flamengo em empate e diz o que falou para atletas no intervalo

Treinador falou em entrevista coletiva após o empate no Maracanã.
Leonardo Jardim em coletiva pelo Flamengo (Divulgação/Flamengo)

Leonardo Jardim analisou que o Flamengo teve superioridade no empate por 1 a 1 com o São Paulo, no Maracanã, mas afirmou que a partida foi decidida por pequenos detalhes. O treinador rubro-negro reconheceu que a equipe teve um primeiro tempo abaixo do esperado, mas destacou a mudança de postura na etapa final.

Segundo o técnico português, o time demorou para acelerar a construção das jogadas e permitiu que o adversário encontrasse espaços para se defender melhor.

"Acho que na primeira parte foi pouco dinâmica, lenta na construção. Permitimos o adversário a ocupar os espaços. Precisávamos mudar a nossa atitude e sermos mais rápidos. Na segunda parte, isso aconteceu", afirmou Jardim.

Apesar da melhora no segundo tempo, o treinador lamentou que o Flamengo não tenha saído com a vitória e citou lances que, na sua avaliação, foram determinantes para o resultado.

"Foi um jogo de detalhes. Nós dominamos, mas três centímetros do pé do Wallace Yan fizeram o gol ser anulado. Teve também o detalhe do jogador do São Paulo, em que o árbitro não deu pênalti, e em muitos lances será pênalti no Brasileirão. E teve o detalhe do gol deles, o único remate a gol. Faltou pressão ao portador da bola e a linha defensiva ficou abaixo de forma lenta, permitindo jogar a bola entre o goleiro e a linha", explicou.

No intervalo, Jardim revelou que escreveu a palavra “agressividade” no quadro do vestiário para cobrar uma mudança de comportamento da equipe, principalmente no setor ofensivo.

"Quando cheguei ao intervalo, escrevi uma palavra no quadro que temos dentro da nossa cabine: agressividade. Agressividade com a bola. Nós circulávamos a bola, mas precisávamos ter agressividade para conduzi-la para a frente, criar desequilíbrios e depois soltar os jogadores", disse.

O treinador explicou que, no primeiro tempo, o Flamengo tinha a posse, mas não conseguia transformar a circulação em jogadas de perigo.

"Durante grande parte do primeiro tempo, apenas passávamos de um jogador para o outro. A bola ia para a direita, voltava novamente para trás e, muitas vezes, acabávamos até facilitando a pressão do São Paulo. A partir do momento em que começamos a ter essa agressividade e a conduzir a bola para a frente, o São Paulo já não conseguia se equilibrar do outro lado. Foi aí que começamos a ter um poder ofensivo maior", completou.

Para Leonardo Jardim, o problema inicial não esteve relacionado à estratégia, mas sim à intensidade apresentada pela equipe.

"Mais do que uma questão de estratégia, faltou dinâmica, velocidade na circulação e agressividade com a bola no primeiro tempo", finalizou o treinador.