O treinador do Corinthians, Fernando Diniz, ficou na bronca com o zagueiro Gabriel Paulista durante a partida entre Corinthians e Barra, disputada na noite desta quinta-feira (14), na Neo Química Arena, pela Copa do Brasil. Apesar do desentendimento em campo, o técnico aproveitou a coletiva de imprensa após o jogo para elogiar o defensor e minimizar a situação.
As câmeras flagraram o momento em que Diniz, conhecido pelo temperamento explosivo à beira do gramado, se irritou com Gabriel após um lance defensivo do Timão. Depois da vitória que garantiu a classificação do Corinthians para a próxima fase da competição, o treinador foi questionado sobre o episódio e tratou de explicar o ocorrido.
“A gente sempre tem que melhorar. Se eu conseguir evitar, é melhor. Mas esse meu jeito acaba beneficiando muito mais os jogadores do que prejudicando. Nesse caso, beneficiou. O Gabriel tem um temperamento parecido com o meu, é um jogador explosivo também, então houve uma discussão. Mas, levando em consideração o que realmente importa, não houve erro de ninguém”, declarou Diniz.
O treinador também afirmou que jamais teve a intenção de prolongar a discussão para além das quatro linhas e classificou a situação como algo típico do calor do jogo.
“Poderia ter tido outra repercussão. Às vezes você perde a partida, como aconteceu comigo no Vasco, e as pessoas interpretam de outra forma. Mas nós nos acertamos logo depois do jogo. Não houve maldade nem erro. Eu tenho esse temperamento e o Gabriel também. O ideal é evitar, mas, quando acontece, temos que resolver rapidamente internamente”, explicou.
Diniz ainda destacou que, após o episódio, Gabriel cresceu de produção na partida.
“Depois da discussão, ele passou a jogar muito melhor. Quase fez um gol, acertou a trave, venceu mais duelos, progrediu mais com a bola e encontrou mais espaços. Claro que é uma situação que tento controlar, porque as pessoas podem interpretar de outra maneira”, concluiu.
Por fim, o treinador afirmou que ele e o zagueiro possuem “corações parecidos”, definidos por ele como “generosos, de pessoas que querem o bem uma da outra”.
