A Copa Libertadores 2025 já começou e os clubes de toda a América do Sul sonham em se tornar campeões do continente. Esta é a 66ª edição da histórica competição da CONMEBOL, e 47 equipes das 10 nações da América do Sul competem por uma vaga.
Elaboramos esta compilação da Copa Libertadores na qual analisamos a história do torneio.
História da Copa Libertadores
A Copa Libertadores cresceu em tamanho e importância nos últimos anos, e é cada vez mais comum que atraia a atenção de torcedores em todo o mundo.
Quando a Libertadores começou, em 1960, era um torneio muito menor. Naquele ano, apenas sete equipes participaram e a equipe uruguaia Peñarol ergueu o troféu após vencer o Olimpia do Paraguai na final.
Desde então, 25 equipes diferentes conquistaram o prêmio, e várias o conseguiram em múltiplas ocasiões, como os gigantes argentinos Boca Juniors e River Plate e as potências brasileiras Flamengo e Palmeiras. O Colo-Colo, do Chile, está entre os que venceram o torneio uma vez.
Inumeráveis estrelas de classe mundial honraram a Libertadores, desde Pelé e Garrincha na década de 1960 até Neymar e Vinícius Júnior na década de 2010. Além do contingente brasileiro, jogadores como Gabriel Batistuta e Angel Di María (Argentina), Arturo Vidal e Elías Figueroa (Chile) também jogaram na principal competição da América do Sul.
Por que a final da Libertadores não é mais em ida e volta?
De 1960 até 2018, a final da Copa Libertadores foi um duelo de ida e volta, com ambos os finalistas jogando uma partida em casa.
A razão para este formato deveu-se, em grande parte, à dificuldade e ao custo de viajar pela América do Sul. Muito poucos torcedores podiam viajar para outro país para ver um jogo, por isso jogar uma partida em casa garantia a oportunidade de ver pelo menos parte da final.
Nas primeiras décadas da Libertadores, várias finais, de fato, tiveram três jogos. Isso ocorre porque não se utilizava o saldo de gols (placar global). Com efeito, nos tempos modernos, o resultado de um duelo de ida e volta é determinado habitualmente somando as pontuações de ambos os encontros.
Mas nos primórdios da Libertadores, uma vitória de qualquer tipo concedia a uma equipe dois pontos, enquanto um empate valia um ponto e uma derrota não somava pontos. Ao final da partida de volta, somavam-se os pontos e, se as equipes estivessem empatadas, realizava-se um jogo de desempate em um estádio neutro para decidir o vencedor geral.
Por exemplo, em 1976 o Cruzeiro venceu o River Plate por 4-1 no jogo de ida, e o River Plate ganhou o jogo de volta por 2-1. O Cruzeiro triunfou por 5-3 no global, mas segundo o sistema da CONMEBOL, o resultado foi um empate porque ambas as equipes venceram um jogo cada. O Cruzeiro ganhou o jogo de desempate por 3-2 no Estádio Nacional de Santiago, Chile.
A partir de 1989, se o placar estivesse empatado ao final do jogo de volta, o vencedor era determinado por meio de prorrogação e disputa de pênaltis.
Rumo à edição de 2019, a CONMEBOL decidiu mudar para uma final em jogo único, uma decisão que agradou à maioria dos torcedores.
O órgão dirigente do futebol sul-americano considerou que poderia promover um jogo único de maneira mais eficaz porque tornaria o evento mais significativo. Também havia que se considerar uma questão de equidade.
“Analisando as estatísticas das finais da Libertadores, a equipe que joga em casa no jogo de volta vence sete vezes em dez”, afirmou o presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez. “A justiça esportiva exige uma final em um só jogo em um campo neutro”.
Quais equipes têm mais títulos da Copa Libertadores?
| Equipe | País | Número de títulos |
| Independiente | Argentina | 7 |
| Boca Juniors | Argentina | 6 |
| Peñarol | Uruguai | 5 |
| River Plate | Argentina | 4 |
| Estudiantes | Argentina | 4 |
| Flamengo | Brasil | 4 |
| Santos | Brasil | 3 |
| Nacional | Uruguai | 3 |
| Palmeiras | Brasil | 3 |
| Grêmio | Brasil | 3 |
| Olimpia | Paraguai | 3 |
| São Paulo | Brasil | 3 |
Maiores artilheiros da Libertadores nos últimos anos
| Ano | Jogador(es) | Equipe e país | Número de gols |
| 2013 | Jô | Atlético Mineiro (Brasil) | 7 |
| 2014 | Julio dos Santos e Nicolás Olivera | Cerro Porteño (Par) e Defensor (Uru) | 5 |
| 2015 | Gustavo Bou | Racing Club (Argentina) | 8 |
| 2016 | Jonathan Calleri | São Paulo (Brasil) | 9 |
| 2017 | José Sand | Lanús (Argentina) | 9 |
| 2018 | Miguel Borja e Wilson Morelo | Palmeiras (Bra) e Santa Fe (Col) | 9 |
| 2019 | Gabriel Barbosa | Flamengo (Brasil) | 9 |
| 2020 | Fidel Martínez | Barcelona de Guayaquil (Equador)* | 8 |
| 2021 | Gabriel Barbosa | Flamengo (Brasil) | 11 |
| 2022 | Pedro | Flamengo (Brasil) | 12 |
| 2023 | Germán Cano | Fluminense (Brasil) | 13 |
| 2024 | Paulinho | Atlético Mineiro (Brasil) | 7 |
| 2025 (SET) | Adrián Martínez e Flaco Lopez | Racing Club (Arg) e Palmeiras (Bra) | 7 |
*Nota: O texto original cita Santa Fe (Colômbia) para Fidel Martínez em 2020, embora ele tenha atuado pelo Barcelona de Guayaquil naquela edição.
Qual final da Copa Libertadores teve mais gols?
A final da Copa Libertadores de jogo único com maior pontuação foi a de 2024. O Botafogo venceu o Atlético Mineiro por 3-1 no Estádio Monumental de Guayaquil, Equador.
A final da Copa Libertadores de ida e volta com mais gols foi a de 2008. A LDU Quito, do Equador, venceu a equipe brasileira Fluminense por 4-2 em um emocionante jogo de ida, antes de o Fluminense ganhar por 3-1 no Rio de Janeiro. Após 10 gols em dois jogos, o Quito manteve a calma para vencer por 3-1 nos pênaltis.
Se forem incluídas as finais da Libertadores com desempate e jogos de ida e volta, as finais com maior pontuação de todos os tempos foram as de 1966 e 1976, com 13 gols no total.
Na primeira dessas temporadas, o Peñarol venceu o River Plate por 4-2 no jogo de desempate, após uma vitória por 2-0 e uma derrota por 3-2. Dez anos depois, o Cruzeiro superou o River por 3-2 no terceiro jogo, após uma vitória por 4-1 e uma derrota por 2-1.
A propósito, na história da Libertadores apenas uma equipe marcou cinco gols em um único jogo de final. O feito foi alcançado pelo São Paulo, que goleou por 5-1 o clube chileno Universidad Católica na ida da final de 1993, antes de perder o jogo de volta por 2-0.
As histórias das equipes azaradas na história da Libertadores
Aqueles que gostam de futebol interessam-se invariavelmente pelas histórias das equipes menos favorecidas ("underdogs"), e a Copa Libertadores incluiu muitas ao longo dos anos. O melhor exemplo de uma equipe que surpreendeu a todos nesta competição ocorreu em 2004, quando o Once Caldas, um clube da pequena cidade colombiana de Manizales, ficou com o troféu.
O Once liderou seu grupo acima de Unión Atlético Maracaibo, Vélez Sarsfield e Fénix, antes de eliminar o Barcelona nas oitavas de final. Depois surpreenderam a equipe brasileira Santos nas quartas de final, o que precedeu uma surpreendente vitória sobre o São Paulo nas semifinais.
Apesar de suas conquistas anteriores, esperava-se que a aventura do Once terminasse contra o Boca Juniors na final. Em vez disso, a seleção colombiana venceu nos pênaltis após empatar por 0-0 e 1-1.
