Felipão compara convocação de Neymar para Seleção à ausência de Romário em 2002 e diz se levaria o atacante para a Copa

Ex-treinador da Seleção Brasileira falou em longa entrevista ao Ge.
Felipão ao lado de Carlo Ancelotti (Rafael Ribeiro/CBF)

Em longa entrevista ao Ge, Felipão, atualmente coordenador técnico do Grêmio e campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002, falou sobre a atual convocação.

Perguntado se levaria ou não Neymar para a Copa, o ex-treinador também comparou com a situação vivida em 2002, quando deixou Romário de fora da lista final.

"Se fosse o técnico da Seleção, analisaria o porquê, onde, o que fazer, quem faria determinada situação para que o Neymar pudesse aparecer, o que é que ele faria. Uma série de estudos que a gente faz para levar alguém e indicar alguém. Eu atualmente não tenho nada como técnico, não sou técnico, mas, no momento em que eu analisava A ou B para levar, também me socorria do doutor Runco, do doutor Serafim, que na época trabalhava comigo, Paulo Paixão, Darlan Schneider, as pessoas que podiam me dar referência sobre o que eu ia conseguir fazer com aquele jogador, na divisão entre esse ou aquele", começou por dizer.

"Então, eu não posso dizer que levaria ou não levaria, porque não conheço a situação atual, não sei qual é o pensamento do Carlo em situação de jogo", completou, antes de falar sobre a ausência de Romário e os motivos que o fizeram não levar o "Baixinho".

"A escolha foi naquele momento, por uma série de situações, menos a parte física do que qualquer outra coisa. O clamor popular daquela época eu entendia perfeitamente, mas tinha algumas situações que analisava e para mim não correspondiam, não era o que eu queria. Tinha o clamor, por exemplo, que o Ronaldo estava voltando de lesão. Tive a confiança e toda a situação equilibrada de dizer "eu garanto para ti que ele vai estar bem" do doutor Runco, confiei plenamente na minha equipe de trabalho. Fiz a minha escolha e ninguém teve colocação nenhuma, a não ser dentro dessa escolha. Inclusive, o presidente, o Ricardo Teixeira, me deu total liberdade para que eu escolhesse. Eu iria arcar com os ônus ou bônus de vencer ou ser derrotado. E a escolha foi nesse sentido. Nunca teve uma situação como a atual, não dá para fazer um parâmetro."