O presidente da FIFA, Gianni Infantino, assegurou que o Irã participará da Copa do Mundo de 2026 apesar do conflito armado em curso com os Estados Unidos. A declaração veio em meio às dúvidas geradas pelo início da guerra, em 28 de fevereiro, sobre a capacidade e a disposição do país persa em honrar sua classificação.
O Irã garantiu vaga no torneio em março de 2025, como uma das melhores seleções da Ásia. O problema é que a Copa será co-organizada por Estados Unidos, Canadá e México, e os três jogos iranianos da fase de grupos estão marcados em solo norte-americano, território do adversário no conflito.
Na primeira quinzena de março, autoridades do governo iraniano sugeriram, em diversas ocasiões, que a seleção poderia abrir mão de disputar o Mundial. O argumento era o de que a delegação não poderia viajar aos Estados Unidos, e a FIFA deveria realocam os jogos para o México.
O pedido, no entanto, foi negado. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, confirmou na semana passada que a entidade máxima do futebol mundial rejeitou a solicitação e manteve o calendário original da competição.
"A equipe iraniana virá, com certeza. Esperamos que até lá a situação esteja pacífica, o que certamente ajudaria. Mas o Irã precisa vir, é claro. Eles representam seu povo. Eles se classificaram. Os jogadores querem jogar."
As palavras foram de Infantino durante um evento em Washington. O dirigente acrescentou que, mesmo reconhecendo as dificuldades do mundo real, a Fifa segue apostando no papel do futebol como construtor de pontes.
A estreia está marcada para 15 de junho contra a Nova Zelândia, no SoFi Stadium, na Califórnia. Os demais jogos da fase de grupos são contra a Bélgica, no dia 21 no mesmo estádio, e contra o Egito, em Seattle, no dia 26.
O torneio acontece de 11 de junho a 19 de julho, e a questão diplomática em torno da participação iraniana promete manter o tema em evidência até a abertura da competição.
