A Inglaterra entra em campo na semifinal da Copa do Mundo contra a Argentina com um de seus jogadores mais experientes vivendo uma situação incomum. Aos 32 anos, John Stones disputa a reta final do Mundial sem clube. O contrato do zagueiro com o Manchester City chegou ao fim durante a competição, e ele ainda não definiu onde jogará na próxima temporada.
A boa atuação na vitória sobre a Noruega, nas quartas de final, reacendeu na imprensa britânica o debate sobre o lugar de Stones entre os principais zagueiros ingleses da era recente. O desempenho também reforçou a imagem de um defensor que, apesar das lesões, manteve alto nível pela seleção e pelo City ao longo da última década.
A saída do Manchester City ocorreu após duas temporadas marcadas por problemas físicos e pouca sequência de jogos. Nas últimas duas edições da Premier League, Stones foi titular em apenas 11 partidas. Em 2025, Pep Guardiola já havia admitido que o histórico de lesões pesaria na decisão do clube sobre uma possível renovação de contrato.
Antes do início da Copa, no entanto, o defensor garantiu que estava totalmente recuperado e pronto para voltar a atuar com regularidade. Segundo a imprensa inglesa, divergências entre o jogador e a comissão técnica sobre sua condição física também contribuíram para a perda de espaço na equipe.
Livre no mercado, Stones já foi especulado em um retorno ao Everton, clube pelo qual se destacou antes de chegar ao City. Juventus, Inter de Milão e Milan também aparecem como possíveis destinos, embora, de acordo com veículos europeus, os três clubes demonstrem cautela por causa do histórico recente de lesões do defensor.
Enquanto deixa a definição sobre o futuro para depois do Mundial, Stones mantém o foco na seleção inglesa. Com 93 partidas pela Inglaterra, o zagueiro já afirmou que pretende alcançar a marca de 100 jogos e descartou pensar em aposentadoria neste momento. Antes de decidir o próximo passo da carreira, o objetivo é ajudar a equipe a superar a Argentina e garantir uma vaga na final da Copa do Mundo.
