Itália: Pirlo é comunicado que não será o treinador da seleção

Treinador utilizou as redes sociais para emitir um comunicado explicando a situação.
Andrea Pirlo não será o treinador da Itália (Divulgação/Juventus)

Andrea Pirlo não será o próximo treinador da seleção da Itália. Em publicação feita nas redes sociais nesta segunda-feira, o ex-jogador revelou que foi informado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC), na noite de domingo (26), de que não faz mais parte do processo de escolha do novo comandante da equipe nacional.

O comunicado foi divulgado como complemento de uma nota publicada anteriormente por Pirlo, na qual o treinador respondeu às críticas envolvendo sua ligação comercial com uma casa de apostas da Rússia. Na nova manifestação, ele confirmou oficialmente que deixou de ser considerado para o cargo.

Pirlo era um dos nomes avaliados pela Federação Italiana. Antes dele, o diretor Paolo Maldini e o conselheiro Leonardo tentaram negociar com Carlo Ancelotti e, posteriormente, receberam uma resposta negativa de Pep Guardiola.

Na nota, Pirlo afirmou que preferiu permanecer em silêncio por respeito às instituições e às pessoas envolvidas no processo, mas decidiu se pronunciar após ser informado de que não seria mais candidato ao cargo.

O treinador também voltou a defender a legalidade de sua atuação profissional, destacando que a parceria questionada foi firmada durante seu período de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e possui caráter exclusivamente comercial e esportivo.

Segundo Pirlo, associar esse vínculo a posicionamentos políticos representa uma interpretação equivocada de sua trajetória e de suas convicções pessoais.

O ex-meia ainda agradeceu a Paolo Maldini e Leonardo pela confiança depositada em seu nome durante o processo de escolha do novo treinador da seleção italiana.

Leia o pronunciamento de Pirlo

"Por respeito às instituições, à Federação Italiana de Futebol e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Mas, depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos.

Nos últimos dias, acompanhei com grande tristeza o debate que surgiu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o comando da seleção italiana.

Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre exerci minha profissão em total respeito às leis dos países onde trabalhei e aos contratos que assinei. A parceria profissional que foi alvo das recentes polêmicas surgiu no contexto da minha trajetória de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e tem natureza exclusivamente comercial e esportiva.

Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não me representam.

Quero agradecer a Paolo Maldini e Leonardo pela estima e pela confiança que demonstraram em mim. Conheço a competência, a seriedade e o amor que ambos sempre dedicaram ao futebol italiano.

Lamento que uma decisão de caráter esportivo tenha sido rapidamente transformada em um debate público que acabou atribuindo à minha pessoa significados e intenções que não me pertencem.

Meu amor pela Itália não depende de um cargo. Ele faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a me acompanhar, para sempre."