Jorge Jesus esteve perto de aumentar sua história com o futebol brasileiro. O treinador, que comandou o Flamengo entre 2019 e 2020, revelou que negociou com a CBF para dirigir a Seleção. Em coluna publicada nesta quarta-feira, 6, no jornal português Record, o técnico descreveu conversas com dirigentes da entidade entre 2023 e o início de 2025 que, no fim, não se concretizaram.
O primeiro contato aconteceu em 2023, durante uma viagem a Istambul, na Turquia, quando representantes da CBF manifestaram interesse em contar com Jesus para o ciclo da Copa do Mundo de 2026. Naquele momento, o treinador preferiu continuar no Al-Hilal, da Arábia Saudita, por entender que ainda tinha objetivos a cumprir no clube.
As conversas foram retomadas no início de 2025, após a saída de Dorival Júnior. O então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, ligou diretamente para Jesus perguntando se ele aceitaria assumir a equipe de imediato. As partes se reuniram em Madri para discutir um acerto após o Mundial de Clubes, e o encontro deixou encaminhado um entendimento para o segundo semestre.
"Podia ter dito sim ao Brasil em janeiro de 2025? Podia, mas naquele momento considerei que não devia abandonar os desafios que tinha em mãos com o Al-Hilal", escreveu o treinador.
O acordo esfriou quando Ednaldo avançou com sua primeira opção: Carlo Ancelotti, anunciado em maio de 2025, poucos dias antes de o dirigente ser afastado pela Justiça por suspeitas de falsificação de assinaturas em acordos que validaram sua eleição em 2023.
Jesus encerrou a coluna sem mágoas, desejando sucesso a Ancelotti à frente da seleção brasileira.
