A Champions League garante drama e emoção porque alguns dos maiores clubes da Europa participam e se enfrentam anualmente no torneio. A fase eliminatória da competição representa o auge do futebol moderno, já que a Champions League superou a Copa do Mundo em termos de qualidade desde o início do século XXI.
Alguns dos confrontos mais memoráveis da história da Champions League foram grandes viradas, pois em diversas ocasiões uma equipe parecia completamente sem chances e conseguiu reagir contra todas as probabilidades.
Aqui apresentamos as maiores viradas da Champions desde que o torneio passou a ser disputado em seu formato atual, a partir de 1992.
6. Ajax 2–3 Tottenham Hotspur, 2019
A campanha sensacional do Ajax no mata-mata da temporada 2018/19 parecia destinada a terminar com uma vaga na final. O time holandês eliminou com autoridade o Real Madrid e a Juventus para chegar à semifinal, onde enfrentou o Tottenham de Mauricio Pochettino.
O Ajax venceu o jogo de ida fora de casa por 1–0 e depois abriu 2–0 na partida de volta, ficando com ampla vantagem no confronto. Os Spurs estavam sem seu principal jogador, Harry Kane, e precisavam de uma reação heroica com apenas 45 minutos restantes.
Então surgiu Lucas Moura. O atacante brasileiro marcou aos 55 minutos, depois empatou o jogo pouco antes da marca de uma hora. O Tottenham pressionou até que, no sexto minuto dos acréscimos, Moura completou seu hat-trick e garantiu a classificação graças ao critério do gol fora de casa.
5. Deportivo La Coruña 4–0 AC Milan, 2004
O Deportivo marcou primeiro no jogo de ida das quartas de final contra o AC Milan em 2003/04, mas isso apenas despertou a força do então campeão. Dois gols de Kaká e tentos de Andriy Shevchenko e Andrea Pirlo deram ao Milan vitória por 4–1 no San Siro, deixando a equipe de Carlo Ancelotti com um pé nas semifinais.
Poucos acreditavam na virada do Deportivo no jogo de volta. O Milan era considerado possivelmente o melhor time da Europa naquele momento e havia sofrido apenas cinco gols em nove partidas naquela edição.
Mesmo assim, o Deportivo abriu 3–0 ainda no primeiro tempo na Espanha, deixando o Milan atordoado. Um gol de Fran aos 76 minutos completou a extraordinária virada.
4. Manchester United 2–1 Bayern de Munique, 1999
O Manchester United já havia conquistado a Premier League e a FA Cup em maio de 1999, mas parecia que a Champions e a histórica tríplice coroa escapariam. Mario Basler colocou o Bayern de Munique em vantagem logo aos seis minutos da final no Camp Nou.
Sem Roy Keane, suspenso, e com Paul Scholes apagado, o United parecia derrotado — até os acréscimos. Teddy Sheringham empatou no primeiro minuto do tempo adicional, desviando chute de Ryan Giggs. Dois minutos depois, Ole Gunnar Solskjaer marcou o gol da vitória em uma reviravolta inacreditável.
3. Liverpool 4–0 Barcelona, 2019
O brilho de Lionel Messi deixou o Liverpool em situação complicadíssima na semifinal de 2018/19. O argentino marcou duas vezes no jogo de ida no Camp Nou, e Luis Suárez também balançou as redes, garantindo 3–0 ao Barcelona.
Para piorar, Mohamed Salah e Roberto Firmino ficaram fora do jogo de volta por lesão. O Liverpool precisava de um milagre.
E ele veio. Divock Origi e Gini Wijnaldum marcaram dois gols cada na vitória por 4–0 em Anfield, deixando o Barcelona atônito e a torcida em êxtase.
2. Barcelona 6–1 Paris Saint-Germain, 2017
A temporada 2016/17 parecia promissora para o PSG, que venceu o Barcelona por 4–0 no jogo de ida das oitavas de final.
Na volta, Luis Suárez marcou cedo, antes de um gol contra e outro de Lionel Messi colocarem o confronto novamente em aberto. Quando Edinson Cavani marcou para o PSG aos 62 minutos, parecia tudo decidido — o Barcelona precisava de três gols.
Com 88 minutos no relógio, o Barça ainda precisava de mais dois. Neymar marcou duas vezes rapidamente para fazer 5–1 e, nos acréscimos, cruzou para Sergi Roberto marcar o gol histórico da classificação.
1. AC Milan 3–3 Liverpool, 2005
O AC Milan dominou o primeiro tempo da final de 2005. Paolo Maldini abriu o placar no primeiro minuto, e Hernán Crespo marcou duas vezes, dando total controle ao time de Carlo Ancelotti.
No intervalo, parecia impossível uma reação contra uma defesa formada por Cafu, Jaap Stam, Alessandro Nesta e Maldini.
Mas Rafael Benítez fez ajustes táticos, e Steven Gerrard diminuiu de cabeça aos 54 minutos. Vladimir Smicer marcou o segundo pouco depois, e Xabi Alonso empatou aos 61, aproveitando o rebote de um pênalti defendido por Dida.
Na prorrogação, Jerzy Dudek fez defesa espetacular contra Shevchenko. Nos pênaltis, defendeu a cobrança do próprio Shevchenko, garantindo o título ao Liverpool em uma das maiores viradas da história do futebol.
